Em 1989, Neil Gaiman produzia o famoso arco “Casa de Bonecas” durante sua aclamada fase como autor de “Sandman”. Neste arco há uma história chamada “Colecionadores” onde, se não me falha a memória, uma garota acaba indo parar sem querer em uma convenção de assassinos em série sendo realizada em um hotel no interior dos EUA. Lembro de achar a premissa boba quando li a história: uma convenção de assassinos em série parece o tipo de exagero que só poderia existir em histórias em quadrinhos. Algum tempo depois assisti ao excelente “Zodíaco”, de David Fincher e minha opinião mudou completamente sobre o assunto. A forma como o até hoje foragido assassino buscou ativamente a atenção da mídia abriu meus olhos para um aspecto chocante que podemos encontrar em vários casos de assassinos em série: o fato de que muitos deles veem (ou ao menos afirmam ver - é difícil com assassinos psicopatas) seus crimes como seu “trabalho”, sua “obra”.
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terça-feira, 4 de fevereiro de 2020
[Resenha?] BTK Profile: A Máscara da Maldade, por Roy Wenzl et al.
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terça-feira, 21 de agosto de 2018
[RESENHA?] ROTA 66*, por Caco Barcellos
“ROTA 66 – A História da Polícia que Mata” é um livro que lemos desejando que fosse ficção. O autor até tenta dar ares de ficção, inserindo diálogos e contando histórias de maneira proseada, mas somos constantemente relembrados de que o que estamos lendo é baseado em uma pesquisa que durou 20 anos e que tinha por objetivo analisar o sistema de extermínio da ROTA, o perfil dos assassinados e a maneira com a qual a sociedade incentiva essas condutas. O resultado final é um livro chocante que surpreende até quem já não tem muito apreço pela tática policial nem pela maneira como a polícia é utilizada, através de financiamento público, para oprimir toda uma camada social em prol da “defesa da propriedade”. Somos expostos a uma série de casos em que inocentes – inocentes de fato e não por dedução – perdem suas vidas por estarem no lugar errado na hora errada, quando não por confiarem na polícia.
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