quarta-feira, 19 de setembro de 2018

[Resenha] A Mulher na Janela


Finalmente li o aclamado fenômeno “A Mulher na Janela”. Com tanta gente falando bem e entregando o título de ‘melhor livro do ano’, foi praticamente impossível segurar a ansiedade. Vendido como um thriller com um final arrebatador, “A Mulher da Janela” me fez criar uma expectativa que infelizmente não foi alcançada...

terça-feira, 21 de agosto de 2018

[RESENHA?] ROTA 66*, por Caco Barcellos



“ROTA 66 – A História da Polícia que Mata” é um livro que lemos desejando que fosse ficção. O autor até tenta dar ares de ficção, inserindo diálogos e contando histórias de maneira proseada, mas somos constantemente relembrados de que o que estamos lendo é baseado em uma pesquisa que durou 20 anos e que tinha por objetivo analisar o sistema de extermínio da ROTA, o perfil dos assassinados e a maneira com a qual a sociedade incentiva essas condutas. O resultado final é um livro chocante que surpreende até quem já não tem muito apreço pela tática policial nem pela maneira como a polícia é utilizada, através de financiamento público, para oprimir toda uma camada social em prol da “defesa da propriedade”. Somos expostos a uma série de casos em que inocentes – inocentes de fato e não por dedução – perdem suas vidas por estarem no lugar errado na hora errada, quando não por confiarem na polícia.

domingo, 29 de julho de 2018

[Resenha?] O Corvo, de James O'Barr


“O Corvo” é uma obra poderosa e que tocou a vida de muitas pessoas ao longo dos anos em que entrou e saiu de catálogo. Tragédias, arrependimentos e mudanças envolveram seu processo de estabelecimento enquanto um dos maiores sucessos dos quadrinhos independentes até hoje, que pavimentou o caminho para muitas outras obras e despertou o interesse de muitos outros fãs por uma cena artística que não está no radar do público geral. O que não quer dizer que James O’Barr realizou um trabalho perfeito.

sábado, 30 de junho de 2018

[Especial] Cinco Motivos para Ler Leviatã Desperta

"[...] Talvez o universo o colocara no lugar certo, na hora certa, para fazer a coisa que ninguém mais faria. Talvez toda a dor e todo o sofrimento pelos quais ele passara, todos os desapontamentos e anos de alma esmagada chafurdando no pior que a humanidade tinha a oferecer, significaram trazê-lo até ali, até aquele momento, quando estava pronto para morrer se isso garantisse um pouco mais de tempo para a humanidade." (Página 593)


segunda-feira, 11 de junho de 2018

[Resenha] Sempre Vivemos no Castelo

“Meu nome é Mary Katherine Blackwood. Tenho dezoito anos e moro com a minha irmã Constance. Volta e meio penso que se tivesse sorte teria nascido lobisomem, porque os dois dedos médios das minhas mãos são do mesmo tamanho, mas tenho que me contentar com o que tenho.” (Página 7)

sexta-feira, 25 de maio de 2018

[Resenha?] Galveston, de Nic Pizzolatto


Em uma entrevista concedida ao Benff World Media Festival junto com Dan Harmon (“Community”, “Rick and Morty”), Pizzolatto relata que, durante as gravações de sua série “True Detective”, ele e sua equipe, procurando filmar cenas do interior da Louisiana, encontraram uma estradinha estreita onde uma escola de ballet infantil havia sido construída de frente com um bar de strip tease. O que a dicotomia parece sugerir é bastante óbvio: como se o sonho do ballet clássico estivesse, naquelas condições sociais, preparando aquelas meninas para a degradação do outro lado da rua. Esse conflito de ideias, para quem assistiu, combinaria perfeitamente com o tema da série, no entanto, Pizzolatto acabou optando por não usar essas cenas com a seguinte justificativa: o público vai achar que nós inventamos isso, não vai parecer autêntico na tela.

quarta-feira, 16 de maio de 2018

[Resenha?] Amadeus, de Milos Forman


O corte do diretor de “Amadeus” é um filme gigantesco, ultrapassando as três horas de duração; algo que, atualmente, torna muito difícil sua apreciação. E não é só por não termos tempo, mas também porque computadores e celulares estão sempre manipulando nossos cérebros primatas com seus LEDs piscantes e notificações sonoras. Por conta disso, tenho esse filme em minha lista já a algum tempo mas hesitei em assisti-lo justamente pelo tempo que teria de investir nele (lembra quando você maratonava cada volta e meia a versão estendida de “Senhor dos Anéis”? The good ol’ days...). Infelizmente foi um evento trágico que me motivou a sair dessa inércia: o recente falecimento do diretor Milos Forman, responsável por outras grandes obras como “Um Estranho no Ninho”, “O Mundo de Andy” e “O Povo Contra Larry Flint”, além, é claro, do próprio “Amadeus”. Portanto, decidi dar o respeito a esse grande realizador e encarar o que, para diversos críticos, é seu magnum opus.